. ' Sou uma por mês! Diversifico-me, ha horas que grito, vivo num conflito mostro ao mundo a minha dor. Outras horas, só sei falar de amor, aí sou a mais romântica, melodramática e estática, chorosa e nervosa, carente e decadente, vingativa e inconsequentemente.
Aí quando menos me percebo transformo-me em mulher, cheia de medo, cheia de reservas, coberta de subtilezas, séria e sem defesa.
No minuto seguinte, no papel de mulher fatal, viro logo a tal, aí sou dona do mundo, segura e destemida, altiva e atrevida, rasgo os meus segredos ao meio e exponho num roteiro de poesia ou texto, conto o que ninguém tem coragem para contar, explico detalhes que nem é bom lembrar. Sou assim, várias de mim.
Sorriso por fora, angústia a toda a hora, por dentro um tormento, no rosto nenhum sofrimento, no corpo uma explosão de prazer e nos olhos deixo o meu desejo transparecer... o melhor é nem me conhecer,fica com as minhas letras, com as minha palavras.
Na vida real sou bem mais complicada, sou mil e quem tentou, descobriu, que viver ao meu lado é viver dentro de um campo minado prestes a explodir. Mas quem esteve nele nunca quis fugir. : )